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29 de setembro de 2011

Balanço dos três primeiros jogos


Agora que já passou um pouco do mau humor após o último jogo vou fazer um balanço destes três primeiros jogos, na verdade a idéia é a cada três jogos fazer um balanço do desempenho do time.

Passados os três primeiros jogos, problemas antigos persistem, grande número de penalidades, LB's com atuações irregulares e OL que permite o QB ser pressionado, mas também há algumas melhoras, Bennie Wells vem se mostrando um Runnig Back confiável mas ter somente um RB é pouco é preciso ao menos mais um, a saída de Steve Breaston não foi sentida pois Andre Roberts e Early Doucet estão jogando bem, o time agora tem dois TE confiáveis e o QB contratado tem se mostrado um jogador competente.

Na questão sobre o que melhorar em se tratando da defesa a chegada de Ray Orton deu um novo ânimo e apesar dos erros persistentes algumas coisas melhoraram, o pass rush do time foi uma delas, mas o time carece de LB's que mantenham um nível aceitável de desempenho ao longo da temporada e não apenas em alguns jogos, a OL sobre da síndrome do "cobertor curto" se cobre a cabeça os pés ficam descobertos, se cobre os pés a cabeça fica descoberta, e assim é ao longo dos jogos, se protege o QB não abre espaços na linha adversária, se abre espaços na linha adversária não protege o QB.

Na minha visão a solução é simples e óbvia, contratar jogadores para suprir as carências e também promover o ingresso de jogadores que não têm oportunidade, pois os erros se repetem e as escalações também , semana após semana são os mesmos jogadores cometendo os mesmos erros, está claro que treino, tempo e orientação não vao mudar o quadro, está na hora de mudar as pessoas.

Mas nem tudo foi ruim nestes três primeiros jogos, só o fato de o time poder dizer que possui um Tight End já seria algo a ser comemorado, mas é ainda melhor o time agora tem dois TE's,além de contar com bons WR's e a contratação do QB têm-se um grande acerto.

Falando especificamente no QB, a conexão Kolb/Fitzgerald vem funcionando basta observar que em dois jogos Fitzgerald tem dois TD's, pouco? Talvez, mas se nos lembrarmos do ano passado em que na temporada inteira ele tinha apenas seis TD's, agora em três jogos ele já fez 1/3 do que fez numa temporada inteira onde seu desempenho caiu por falta de um QB. Mas ainda há o fato de Kevin Kolb não depender apenas de Fitzgerald, ao longo dos jogos ele vem distribuindo a bola entre os seus recebedores e o têm feito com maestria. Kevin Kolb já havia se mostrado um QB capaz nas poucas oportunidades que teve no Eagles e vem confirmando isso no Cardinals.

No final das contas o saldo em três jogos é negativo pela posição na tabela, porém alguns progressos foram feitos e eles têm valor inestimável visto o abismo que o time vislumbrava se mantivesse o desempenho da última temporada, o time têm defeitos pontuais que se resolvidos agora no começo da temporada podem permitir que o Cardeal alce um voo além do esperado para a equipe nesta temporada.

5 de setembro de 2011

Balanço da Pré-Temporada 2011


Terminada a pré-temporada o saldo foram duas vitórias e duas derrotas,porém apesar de serem jogos preparatórios,demonstram pouco acerca do que os times farão ao longo da temporada regular mas ficaram algumas impressões sobre o que esperar.

QB
Falando em QB, vê-se um futuro promissor em Kevin Kolb, apesar de uma produção modesta de TD's (apenas um), os passes foram 22-40 para 356 jardas, querer que ele chegasse e fizesse jogos memoráveis seria pedir demais, mas o que se esperava dele foi correspondido, tanto em jardas, como passes completados e deve-se destacar o fato de não ter sofrido interceptações.
O preço pago foi alto, porém parece ter sido um investimento válido.

Quanto aos reservas na briga para ser o segundo QB, a vaga que pendia para John Skelton parece ter mudado de posição e hoje Richard Bartel deve assumir a posição visto as boas apresentações, digo até que ele superou as expectativas e mostrou-se capaz de comandar o ataque se necessário.

No final das contas quem saiu perdendo foi Max Hall que com sua insistente contusão perde espaço e ficou ainda mais para trás na disputa com a contratação de Brodie Coyle.

Ataque

O Cardinals será um time baseado no ataque aéreo, com um bom corpo de WR e com apenas um RB afirmado (Bennie Wells), espero um time que prima pelos lançamentos.

TE: Todd Heap ainda não mostrou a que veio, pois praticamente não jogou, porém no jogo contra o Raiders enquanto esteve em campo mostrou que agora existe um TE no Arizona, fica agora a espera para que ele se recupere plenamente, jogue a temporada regular e confirme a boa impressão que deixou no pouco tempo que jogou.

WR: A melhor notícia com relação aos WR's é a renovação de contrato de Larry Fitzgerald.
E na disputa para ser o segundo WR Andre Roberts começa com tal, mas Early Doucet provavelmente terá uma boa participação no ataque visto que não há uma grande diferença entre ambos, tanto um quanto o outro fizeram um bom trabalho na
pré-temporada, o que é muito bom pois tira um pouco da pressão de Fitzgerald e mantém uma certa tradição dos últimos anos do Cardinals ter um bom corpo de WR.

RB: a saída de Hightower será sentida principalmente pelo fato de Ryan Williams ter se machucado e estar fora da temporada.
Bennie Wells mostrou que superou as lesões que o atrapalharam na temporada passada e fez um bom trabalho tanto correndo quanto bloqueando, a incógnita fica sobre o desempenho dos outros RB's, LaRod Stephens-Howling é um bom retornador veremos
se será um bom RB quando preciso.

OL: não há muito o que falar a não ser "mais do mesmo", as vezes muito bem as vezes muito mal, a proteção ao QB continua razoável o que implica em apressar o passe além da dificuldade em abrir espaços para os corredores.
São coisas que precisam ser corrigidas ao longo da temporada e quem sabe no próximo ano usar das contratações para resolver o problema.

Defesa

Inconstância é a palavra, apesar de saber que haverão jogos em que será ela a grande responsável pela vitória, não precisa ser vidente para saber que será sobre ela que irá recair a responsabilidade pelas derrotas, haja visto o alto número de pontos sofridos nestes quatro primeiros jogos. Porém o desempenho na red zone continua muito bom.

DL: é a parte mais crítica da defesa, tem dificuldades em parar o jogo corrido, temporada após temporada é um defeito que persiste.

LB's: o "passer rush" parece ter melhorado principalmente durante a "blitz" , mas ainda não vejo um grande desempenho,espero estar errado.

Secundária: sem Cromartie (envolvido na negociação que trouxe Kevin Kolb) e agora sem Greg Toller (fora da temporada por contusão) deve ter uma queda de rendimento, Patrick Peterson terá que mostrar estar preparado para jogar na NFL mas achar
que será ele a salvação da defesa é pedir demais, mas apesar das baixas deve se manter como a parte mais confiável da defesa.


Após estas considerações acredito que o time tem totais de condições de vencer a divisão, provavelmente disputando a liderança com os Rams.
Acredito que as vitórias virão pela força do ataque principalmente do ataque aéreo,com o time vencendo jogos marcando uma boa quantidade de pontos sendo que na maioria deles a defesa deve ceder uma quantidade razoável também, principalmente em
jardas corridas.

2 de abril de 2010

Top 10 Cardinals de 2000

Já faz um tempo que eu to com esse post pronto, vou aproveitar pra postar agora que eu estou com preguiça de procurar alguma notícia. É uma lista bem interessante onde os caras nomeiam os 10 melhores Cardinals da década de 2000.

Pra quem sabe falar inglês e não quiser ler a minha tradução pífia, tá aqui o link: http://www.cardinalsnow.com/cardinals-news/top-10-cardinals-of-the-last-decade/

Top 10 Cardinals da ultima década:

10. David Boston
Me deixa meio chocado escrever o nome dele no topo da lista, mas Boston produziu mais em duas temporadas no começo da década do que qualquer wide receiver que Arizona tenha tido nas ultimas décadas. Ele acumulou mais de 3,200 jardas e 18 TDs nas suas três temporadas em Arizona, incluindo uma temporada mostra com quase 1,600 jardas recebidas. A sua estadia foi curta, mas impactante e boa o suficiente para aparecer na lista...(aparecer mal).



9. Bertrand Berry
Berry chegou em Arizona em 2004 como free agente de Denver e acumulou 14,5 sacks em uma campanha de pro-bowl, fazendo dele uma das melhores escolhas de free agent da NFL. Depois da estelar campanha, Barry manteve-se como o núcleo do pass rush, acumulando 23,5 sack no restante da década e fornecendo uma liderança valiosa e contribuindo dentro e fora de campo.




8. Jake Plummer
Jake ''the snake'' jogou somente 3 anos por Arizona na ultima década, mas essa seleção é muito mais por causa do sucesso no playoffs de 98 do que suas contribuições de 2000-2003. Ele passou para 49 TDs nessas três temporadas e era o xodó do torcedor em um time que lutava fortemente depois da magica campanha de playoffs sobre o comando de Vince Tobin.




7. Darnell Dockett
Uma das jóias da 2004 Dennis Green draft class, Dockett brilhou com 26 sack em mais de 5 temporadas. Ele tem sido uma das partes chave para impor respeito(e medo) nas jogadas de defesa dos Cardinals. Dockett continua como parte do núcleo desse time e teve um papel importante na transformação de saco-de-pancada para um time competitivo.




6. Ken Whisenhunt
É 100% roubar escolher um técnico para esta lista - e eu não ligo nem um pouco. A cultura mudou, isso aconteceu sobre a liderança de Whisenhunt, isso é o suficiente para quebrar as regras e dar a esse cara os seus acessórios. Ter um técnico em que o seus torcedores possam ''acreditar'' é algo que nós nunca experimentamos. Ter um técnico com uma mentalidade vencedora é algo que vale a pena comemorar. Whisenhunt mudou a nossa cultura e uniu o time.


5. Karlos Dansby
Um dos melhores ''all around'' linebackers na NFL. Dansby foi líder inquestionável na defesa por grande parte da década. Ele acumulou mais de 25 sack e 10 picks durante seu tempo dominante no Arizona Cardinals e proporcionou estabilidade enquanto o time mudava de Dennis Green para Ken Whisenhunt.





4. Adrian Wilson
A carreira de Wilson alcança praticamente toda a década. É difícil pensar na defesa dos Cardinals sem pensar em Adub. Duas vezes pro bowler, Wilson dominou tanto no pass rush quanto cobrindo o passe. Sua lealdade e liderança também são grandes componentes para ele estar em 4º na nossa lista.





3. Anquan Boldin
O clima pode ter ficado um pouco pesado durante os últimos anos de um ponto de vista político, mas o ''Q'' tem contribuído tanto para o vermelho Cardinals que nunca pode ser esquecido. A ''draftação'' de Anquan Boldin foi um dos primeiros tijolos para se chegar ao Super Bowl. Um competidor durão(no bom sentido) com uma atitude de nunca desistir, ele frequentemente era descrevido como o coração e a alma do time dos Cardinals que sempre precisava de um. Com quase 600 recepções e mais de 7,500 jardas, ele é o 3º na nossa lista.


2. Larry Fitzgerald
A ascensão de Larry Fitzgerald tem sido uma coisa linda de se ver. Ele foi um membro da épica 2004 Dennis Green draft class, e se colocou como um dos melhores jogadores da NFL. Em apenas 6 temporadas, Fitzgerald tem três aparições em pro bowl, recebeu mais de 500 passes para mais de 7,000 jardas e acumulou quase 60 TDs. Sua performance no playoffs da corrida para o Super Bowl eleva ele ainda mais e ele certamente é nomeado como um dos melhores Cardinals a colocar o uniforme vermelho.



1. Kurt Warner
Em cinco temporadas em Arizona, Warner fez muito mais do que mostram os especialistas, ele ainda pode jogar. Ele pegou uma franquia atolada em mediocridade e desapontamento e ajudou a transforma-la em um time de calibre de Super Bowl. A sua liderança dentro e fora de campo era incomparável, ele elevava os Cardinals em volta dele. Ele passou para mais de 15,000 jardas em Arizona, teve uma aparição no pro bowl e passou para 83 TDs nos últimos três anos. Foi dificíl colocar ele acima de Fitzgerald, mas em termos de impacto geral na ultima década, Warner fez o mais importante impacto.

*
O 2004 Dennis Green draft class é a classe do draft em que os Cardinals draftaram Larry Fitzgerald(1º round), Karlos Dansby(2ºround), Darnell Dockett(3ºround) e mais quatro caras sem muita importância(Alex Stepanovich, Antonio Smith, Nick Leckey e John Navarre) e Dennis Green era o técnico da época.

27 de janeiro de 2010

Sansão (Larry Fitzgerald)

Ele tem a força.

Força para ser o melhor da posição. Força para seguir progredindo a cada dia. Força para receber bolas impossíveis. Força para evoluir.

Larry Fitzgerald, wide receiver (WR) do Arizona Cardinals, é dedicação pura. Nesta pré-temporada, não contente em “só” chegar ao Super Bowl, ele criou um campo de treinamento próprio para aperfeiçoar sua condição técnica e física, como se o que ele conseguiu na temporada passada não fosse o suficiente.

Nunca, isto mesmo, nunca na história da NFL um WR teve uma atuação nos playoffs igual a de Fitzgerald em Janeiro deste ano (são números impressionantes). Foram 30 recepções para 546 jardas e 7 touchdowns (TD), ultrapassando os números de 1998 do lendário Jerry Rice. Fazendo uma projeção, Larry teria 120 recepções para 2.184 jardas e 28 TD´S se ele mantivesse tal ritmo em uma temporada normal. Insano!

E ele só tem 26 anos! O melhor está por vir.

Os participantes do campo de treinamento foram especiais. Larry convidou outros receivers da liga para participar com ele das atividades realizadas no estádio da universidade de Minnesota, estado natal dele. Entre os caras envolvidos, estavam dois encarregados de ensiná-los: Chris Carter e Jerry Rice. Fitzgerald não poupou esforços para trazer duas pessoas que simbolizam a elite dos WR´s na NFL: Carter é o terceiro em recepções na história; Rice o primeiro.

Com Carter (foto ao lado, no centro), que Larry chama de “Tio”, há uma relação especial que vem do tempo que o ex-receiver jogava no Minnesota Vikings. Larry era um dos “gandulas” da equipe – começou com 12 anos de idade e só deixou a função quando foi para a universidade. Assim que os treinos terminavam ele entrava em campo e fazia alguns exercícios com Carter, Randy Moss e Jake Reed. Ao lembrar deste tempo Carter, hoje comentarista da ESPN, comenta que “poucos pegavam a bola tão alto como Fitz conseguia”.

Esta obsessão pelos treinamentos vem daí. A meta de Larry é atingir a excelência, ser o maior. O desejo de viver em busca da perfeição veio por outro motivo, porém.

Ele perdeu sua mãe, Carol, muito nova – 47 anos. Ela foi vítima de câncer de mama e morreu em 2003 quando Fitz estava jogando pela universidade de Pittsburgh. Uma das lembranças da infância que ele tem da sua mãe são as forças-tarefas que Carol organizava para aconselhar pessoas sobre a AIDS e como elas poderiam fazer para evitá-la. Carol fazia reuniões com pais que teve filhos contaminados pelo vírus HIV e encarregava Larry, junto com seu irmão Marcus, de conversar com os garotos doentes.

Depois do ocorrido com sua mãe, Larry decidiu aproveitar todo momento ao máximo e se dedicar sempre, sem mudar o foco para não desperdiçar algo que dura muito pouco: a vida.

Por isso que ele em PITT, enquanto seus companheiros faziam duas horas de treinos, ele fazia três. Enquanto seus companheiros iam para baladas e afins, ele ficava no campus estudando fitas de jogos. Os resultados destes esforços vinham em campo.

Uma declaração de um dos seus adversários da NCAA e um lance especial ficou marcado em 2003. O jogo era entre PITT e West Virginia. O cornerback Adam “Pacman” Jones foi o encarregado de marcar Fitz. Jones cometeu interferência num passe direcionado para Fitz, que mesmo assim pegou a bola. A ajuda chegou do safety Brian King que, literalmente, deu uma porrada na bola; contudo ela não se moveu nos braços de Larry. Após o jogo, Brian disse “Eu acertei a bola em cheio e teve a interferência do Pac, mas a bola ainda ficou com ele. Olhei para Adam e falei: Não há como anular este cara”.

A boa carreira em PITT rendeu a Fitz a terceira escolha no draft de 2004 – à frente de Phillip Rivers e Ben Roethlisberger. Os Cardinals talvez deixaram passar os QB´s porque o técnico da equipe na época era Dennis Green, que foi treinador dos Vikings quando Larry era “gandula” por lá. Green lembrou daqueles tempos e ficou com o garoto, algo que a franquia não se arrepende porque o WR ajudou a equipe chegar ao Super Bowl da temporada passada.

Na estado de Arizona, Larry achou o companheiro perfeito para suas jogadas acrobáticas: Kurt Warner. Em entrevista ao USA Today antes da final no começo deste ano, o QB da equipe disse “Ele realmente é bom com a bola bem alta (a impulsão vertical de Fitzgerald é de 91 cm). Eu posso jogar ela em certos lugares que só ele vai pegar e isto nos dá uma tremenda confiança.”


Confiança. Mais um aspecto que move Fitz. Ser o grande destaque, o principal nome em campo motiva Larry a crescer seu football diariamente, por mais que os números mostrem que ele já está em um bom patamar; ele sabe que o “ta bom” é inimigo do “melhor”. Fitz não aceita o mediano, o normal; ele sabe que não pode fazer isto, que não tem este direito. Lembrança que vem pela manhã toda vez que ele se olha no espelho.

As visitas ao hospital para ver sua mãe após as quimioterapias eram dolorosas para Fitzgerald. Vê-la indefesa, frágil, careca... Então ele determinou que não vai mais cortar seu cabelo pois, sempre que ele enxergar seu reflexo, irá lembrar da sua mãe e do pacto feito de se dedicar para ser o melhor, aproveitando toda a oportunidade que aparecer.

Força necessária para seguir em frente.

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